
Beijo partido de vidro
incandescente.
De cores escorridas
e pincéis sujos.
Beijo de papel branco
No canto jogado.
Beijo cheio de ausências,
de cortes e dores,
De braços cansados.
Beijo de caminho sem volta,
de quarto vazio.
Beijo sem boca,
Sem corpo, sem custo.
Beijo no claro e vazio da minha alma
Que se solta...
Calma.
( Poema de Silvia Brito, site: http://cseabra.utopia.com.br/poesia/ Foto de Eduardo Von Schallenbergüer , extraida de perfil no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=mp&uid=16493268790637647045 )
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